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Niterói



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Atrações Turísticas

Basílica de Nª Sª Auxiliadora

Sua construção foi iniciada em dezembro de 1901, segundo projeto do engenheiro salesiano Domingos Delpiano, que não continuou a obra da Basílica. Outros prosseguiram e a Basílica foi inaugurada em 1918, ainda inacabada. Sua sagração litúrgica só se efetuou em 1950, quando Sua Santidade, o Santo Padre Pio XII, a elevou à categoria de Basílica.

Projetada em estilo gótico, se destaca pela sua volumetria. Na fachada principal, grande portal em cantaria com imagem de Nossa Senhora Auxiliadora, algumas rosáceas e janelas trabalhadas, e rostos de anjos distribuídos pela mesma. Apresenta dois torreões nas extremidades e uma torre sineira central com campanário.

No seu interior, a nave central apresenta várias colunas nas coríntias e oito altares em cada lado, encimados por dupla de vitrais, de 4 m de altura, e rosácea. Na Basílica se encontra o maior órgão de tubos da América Latina e um dos maiores do mundo. Fabricado na Itália pela firma Famburini foi inaugurado em 16 de abril de 1956, com um concerto do organista do Vaticano, Maestro Fernando Germani.

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Baía de Guanabara

A Baía de Guanabara, bastante abrigada, é uma das mais belas e aprazíveis baías do mundo. Estende-se na direção Norte por cerca de 16 milhas, com uma barra, na direção Leste/Oeste, de 1 milha de largura. À medida em que se vai penetrando na baía, a largura aumenta até cerca de 15 milhas. No seu interior encontra-se um número apreciável de ilhas e praias. Na margem Oeste localiza-se a cidade do Rio de Janeiro e na margem Leste o município de Niterói.

Em Niterói, a baía forma diversas praias, como a do Gragoatá, Boa Viagem, Flechas, Icaraí, São Francisco, Charitas, Jurujuba, Praia do Adão, Praia da Eva. Possui algumas ilhas adjacentes , como a de Boa Viagem, Conceição, Caximbau, Mocangue Grande e Mocangue Pequeno. Sua águas são de tonalidade escura, turvas e frias. A baía pode ser apreciada em quase toda sua totalidade, do Mirante do Parque da Cidade, no Morro da Viração.

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Biblioteca Pública Estadual

Aberta para empréstimos de livros e para pesquisa no local, inaugurada em 16 de março de 1935, o seu acervo atual perfaz um total de 86.000 volumes. A biblioteca realiza exposições, palestras e promove diversos cursos. Possui muitas obras raras, inclusive um cimélio, original de 1507, Camões - 1838, vários livros dos séculos XVII, XVIII e XIV e um livro chamado ´ Le Livre des Sonnets ´ com anotações à lápis por D. Pedro II.

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Campo de São Bento

O Parque Prefeito Ferraz, nome oficial do Campo de São Bento, comprovadamente já pertenceu aos beneditinos. A área integrava um imenso território, que em meados do século XVII era de propriedade de Antônio Maciel Tourinho, que o vendeu ao seu filho Francisco Borges Tourinho, Esta, por sua vez, cedeu uma parte a Manoel Rodrigues Raimundo, que em 1697 vendeu as terras aos monges do Monteiro de São Bento, que saldariam a sua dívida de forma bastante peculiar: em gado advindo de Campos.

Já no século passado, de 25 a 30 de junho de 1824, o Campo de São Bento foi palco de manobras militares observadas por D. Pedro I. Com o Plano de Arruamento de 1840/41, foram definidos os limites do Parque, como o conhecemos atualmente. Durante a epidemia de escarlatina, em 1843, a malária também causava apreensão entre os niteroienses, por ser uma doença transmitida por mosquitos que se alojam em áreas pantanosas , como o campo de São Bento na ocasião.

Aterrado em 1882-83, durante a gestão do presidente Gavião Peixoto, o parque finalmente foi urbanizado, segundo projeto do engenheiro paisagista belga Arséne Puttemas, já no início deste século, durante o governo do prefeito João Pereira Ferraz. Atualmente o Parque Pereira Ferraz é freqüentado assiduamente pela população. Abriga um pequeno parque de diversões e uma feira de artesanato e periodicamente oferece atrações como shows, cursos, apresentações teatrais entre outros.

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Capela de Santa Bárbara

Construída no século XVII, por Martim de Sá, então Governador do Rio de Janeiro. Está assentada sobre a rocha viva, numa colina na entrada da Baía de Guanabara, dentro de um pátio da Fortaleza de Santa Cruz da Barra, no exato local onde existiu, anteriormente, a bateria de dois canhões, instalada em 1555 por Nicolau Durand du Villegaignon.

Em 1585, o Padre José de Anchieta, em sua carta ânua, dizia entre outras informações, estar a cidade do Rio de Janeiro bem defendida não só pela Fortaleza de São Sebastião, mas por várias outras, entre as quais se destacava a bateria de Nossa Senhora da Guia, mandada construir no ano anterior por Salvador de Sá.

Em 1623, a aludida bateria, depois de reconstruída, passou a chamar-se Fortaleza de Santa Cruz da Barra, substituindo uma outra desativada no Rio de Janeiro, onde hoje se encontra a Igreja de Santa Cruz dos Militares, na Rua Primeiro de Março. Ao entrar no forte propriamente dito, vê-se logo, à esquerda, em ótimo estado de conservação, a Capela de Santa Bárbara, bem característica do Século XVII, abrigando uma linda imagem de tamanho natural.

Segundo a lenda existente na Fortaleza, as tentativas feitas no passado, no sentido de transferir a santa para outro local, sempre malograram. De forma inexplicável, o mar infalivelmente se revolta e o tempo se tornara tempestuoso, impedindo sua translação. A capela foi reconstruída em 1912, por determinação do Coronel Inocêncio Ferreira de Oliveira, então comandante da Fortaleza de Santa Cruz.

Deve-se ainda ao mesmo coronel a iluminação elétrica da famosa fortificação. As missas na capela são rezadas no terceiro Domingo de cada mês pelo padre disponível das igrejas mais próximas: São Pedro, Nossa Senhora da Conceição da Várzea e São Francisco.

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Capela de São Pedro do Maruí

A capela está situada dentro do Cemitério de Maruí. Fundada por José Pereira e Francisco Vitorino Pereira, em 1751, no terreno da antiga Fazenda Maruí. onde hoje se encontra o Cemitério. Servia de templo particular. Se encontra em uma elevação, com acesso por escadarias em pedra, possui pequeno adro e apresenta na fachada principal porta de madeira com moldura em cantaria.

Na altura do coro, duas janelas também em cantaria, e acima destas frontão triangular, com óculo central, encimado por cruz e ladeado por campanário, e torre também encimada por cruz. Construída em pedra e cal, com pedras de grande espessura.

O altar-mor tem ornamentações barrocas, em estuque, com arcanjos e querubins. A imagem de São Pedro no altar-mor é encimada pelo símbolo deste santo: as chaves que se repetem na decoração de outros detalhes da capela. Na pequena sacristia há uma capelinha dedicada a São Benedito e um lavabo de mármore. Foi restaurada várias vezes, sendo a última em 1972.

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Casa de Oliveira Vianna

Francisco José de Oliveira Vianna (1883-1951) foi uma figura fluminense de grande participação na vida política e intelectual brasileira de sua época. Embora nunca tenha exercido um cargo eletivo - funções legislativas ou executivas - como membro do Poder Judiciário foi um dos seus principais relatores e consultores constitucionais. Como intelectual, dedicou-se também ao magistério e ao jornalismo colaborando com vários jornais, entre eles, o ´Diário Fluminense´, ´O País´ e o ´Correio da Manhã´.

Pertenceu ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e foi membro da Academia Brasileira de Letras, ocupando, em 1940, a cadeira nº 8, na vaga de Alberto de Oliveira. Publicou diversos livros de sociologia, antropologia social, ciência política, história social e direito. A casa onde viveu Oliveira Vianna foi adquirida em 1955, para ser transformada na Fundação com seu nome. Em abril de 1975, a casa passou a integrar a Fundação Estadual de Museus do Rio de Janeiro, recebendo, então, a denominação atual.

Em abril de 1980, como biblioteca e museu passou a pertencer à FUNARJ - Fundação de Artes do Estado do Rio de Janeiro, para aí desenvolver atividades educativas e culturais. A biblioteca da Casa de Oliveira Vianna conta com cerca de 15 mil exemplares, entre livros, folhetos e periódicos nas áreas de antropologia, ciência política, direito, filosofia, história e literatura.

Os arquivos existentes consistem em anotações diversas, artigos de jornais, correspondências, fotografias, pareceres e documentos. O acervo museológico contém móveis, louças, cristais, quadros, estatuetas e objetos pessoais que estão expostos, reproduzindo o ambiente onde viveu Oliveira Vianna. O prédio, hoje, faz parte da relação de bens sujeitos à proteção municipal e desde 31/12/92 teve seu tombamento efetivado pela Prefeitura Municipal de Niterói.

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Catedral de São João Batista

Em 19 de agosto de 1820, foram começadas as obras de construção da igreja pelo Juiz de Fora José Clemente Pereira. O terreno , entretanto, só foi doado em 28 de março de 1821 pelo Brigadeiro Manoel Alves da Fonseca e Costa e sua mulher, Dona Maria da Piedade Mendes da Fonseca e Costa. Em 1822, a Câmara concedeu verba para a continuação das obras da primitiva capela, então existente, inaugurada em abril de 1831, mais ou menos no alinhamento da atual Rua Maestro Felício Toledo.

Ruindo essa capela, iniciou-se então a construção da atual matriz.Sua pedra fundamental foi lançada no dia 1º de março de 1842. Uma procissão, vinda da antiga matriz, depositou no local reservado para tal fim, uma caixa de chumbo com meia-dobra de ouro com a efígie do Imperador Dom Pedro II, moedas de prata de 1.200 reis, jornais do dia e uma placa de metal com inscrição perpetuadora da data.

Uma vez concluída, a igreja foi benta, trasladou-se para ela a imagem de São João Batista e demoliu-se a primitiva capela. Em 1854, quando da sua nova visita oficial a Cidade de Niterói, o Imperador Dom Pedro II veio especialmente para assistir à benção da igreja de São João Batista, hoje nossa catedral.

A imagem do padroeiro saiu da Ermida da Pedra, em 28 de dezembro de 1744, para a Igreja de Nossa Senhora das Necessidades e abrigou-se depois na igreja de Nossa Senhora da Conceição da cidade, onde aguardou a conclusão das obras para ser colocada, a qual hoje se vê, no alto-mor da catedral.

A igreja foi reformada em 1886, bombardeada em 1893, na revolta da armada, e novamente reformada nos anos de 1895,1905, 1919, 1931, 19412/42, 1981. Foi sagrada, em 1942, pelo Bispo Dom José Pereira Alves, por ocasião do 1º Congresso Eucarístico Diocesano, ao comemorar-se seu primeiro centenário, o segundo da irmandade do Santíssimo Sacramento e o cinqüentenário da então Diocese, hoje Arquidiocese.

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Centro Cultural Paschoal Carlos

Localizado dentro da área do Campo de São Bento, possui em seu entorno as alamedas que compõem o Campo, a Av. Roberto Silveira e a Rua Lopes Trovão. O prédio, de estilo moderno, em concreto e vidro, abriga o Centro Cultural que foi fundado em março de 1975, é ligado à FAN e tem como função a exposição de pinturas de vários artistas, na sua maioria, novos.

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Câmara Municipal de Niterói

Antiga sede da assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, o atual prédio foi inaugurado em 1º de Agosto de 1917. Com a fusão dos Estados do Rio de Janeiro e Guanabara mudou-se para o antigo Palácio Tiradentes na nova capital, sendo seu prédio em Niterói destinado, desde então, a Câmara de Vereadores.

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Duna da Praia de Itaipu

A Duna de Itaipú foi classificada como sambaqui pela SPHAN. Atualmente possui aproximadamente 200m de extensão, 300m de largura e 5m de altura. Apresenta vegetação arbustiva e cactáceos que ocupam parte do seu topo. Sua areias tem a tonalidade ocre e granulação fina.

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Enseada de Itaipu

Fica situada entre a Ponta dos Morros e o Morro das Andorinhas. Compreende as praias de Camboinhas e a de Itaipu

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Estádio Caio Martins

Dentre os melhoramentos realizados em Niterói, na década de 1940, durante a gestão do Interventor Federal Ernani do Amaral Peixoto à frente do governo estadual(1937-1945), consta a instalação de um estádio para competições desportivas. Desta forma foi construído um estádio de futebol, a que se deu o nome de Caio Martins, em homenagem ao valente escoteiro ´Caio Viana Martins´, que morreu em 1938.

Durante o segundo governo de Amaral Peixoto, não mais como interventor e sim, como governador constitucional(1951-1955) foram concluídas as obras do estádio com a construção da tribuna de honra, do ginásio olímpico para basquete e da piscina de 25x50 com arquibancada cobertas para cerca de 2000 espectadores.

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Florália

Estudo, Pesquisa, Cultivo e Venda

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Fortaleza de Santa Cruz

Teve sua origem na fortificação rudimentar (2 canhões sobre um rochedo na entrada da baía de Guanabara) feita por Nicolau Durand de Villegaignon - o Vice Almirante Francês que em 1555 comandou a primeira invasão francesa no Rio de Janeiro. Villeganon veio ao Brasil com o objetivo de estabelecer sua colônia nos trópicos - a França Antártica. Mem de Sá o expulsou 3 anos depois e aproveitando a instalação militar improvisada, deu continuidade à construção da Fortaleza de Santa Cruz.

Villeganon devido a atritos com os colonos decidiu ir em busca de novos reforços na França, para fazer face aos ataques portugueses. Salvador de Sá também realizou melhoramentos além de denominá-la Bateria de Nossa Senhora da Guia. Esta fortificação impediu que Olivier Van-Noort - outro invasor, desta vez holandês - entrasse na Baía da Guanabara em 1599. Em 1612, tinha 20 bocas de fogo e recebia o nome de Santa Cruz.

Em 1710, rechaçou, junto com a Fortaleza de São João, a entrada do corsário Jean François Duclerc. Os franceses e piratas de todas as nacionalidades estavam sempre tentando entrar na Baía. Mas em 1711, estando desartilhada por ordem do então Governador Castro de Morais, não pôde opor-se a René Duguay Trouin na segunda invasão francesa do Brasil.

De 1730 a 1831, manteve-se em completo pé de guerra, possuindo 135 canhões. Na regência, tendo sido ordenado o desarmamento geral das Fortalezas, Santa Cruz teve seu efetivo de fogo reduzido à metade, assumindo de novo grande importância, no cenário militar, por ocasião da Questão Christie, quando se inicia em 1863 e a construção das casamatas

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Forte Barão do Rio Branco

Teve sua construção iniciada por engenheiro francês no início do século XVI. Chamado nessa época de Fortaleza da Praia de Fora. Em 1711 abriu fogo contra as esquadras de François Duclerc e Dugay Trouin. Passou a chamar-se Forte Barão do Rio Branco em 1918, quando começou a funcionar como Quartel de Paz da OM. Nada resta de seu passado arquitetônico, sendo este o centro do complexo militar composto pelos Fortes de Imbuhy, São Luiz e do Pico.

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Forte Marechal Floriano Peixoto

As origens deste aquartelamento estão no Forte da Praia de Fora, fortificação que tem suas raízes no Brasil Colônia. Não há registros precisos sobre a época de construção do Forte da Praia de Fora, no entanto, tudo indica que a mesma ocorreu concomitantemente com o estabelecimento da ´Bateria de Nossa Sr.ª da Guia´ no ano de 1567 na Ponta de Santa Cruz, tendo sido erguida justamente como uma necessidade para proteção do flanco daquela posição.

Entretanto é certa sua participação durante incursões dos piratas franceses Duclerc e Duguay-Troin respectivamente em 1710 e 1711, quando a Praia de Fora era artilhada e ocupada com o efetivo de uma bateria (Bateria da Praia de Fora). Em 1865 é registrado o início da construção da estrada que ligaria o Forte da Praia de Fora ao Forte D. Pedro II (denominação inicialmente escolhida para o Forte Imbuhy).

No ano de 1881 era o Forte artilhado com 24 canhões de bronze, portugueses, de alma lisa, calibre 24 (os referidos canhões foram recolhidos ao Arsenal de Guerra em 1902). No ano de 1887, ganha a Praça de guerra dois canhões ´à barbeta, calibre 17,78 (7 pol.), fabricados na Inglaterra em 1871 por Sir W. G. Armstrong e Company.

Estes canhões apesar de muito atacados pela maresia permanecem em posição até hoje no ´Pátio da Bandeira´, situado imediatamente acima da Praia de Fora. Não foram encontrados os registros que dão ao Forte da Praia de Fora a denominação de Forte Marechal Floriano Peixoto, no entanto todos os documentos que tiveram sua sede neste Forte eram aquartelados após o Governo desse ilustre militar.

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Forte da Boa Viagem

Na Ilha de Boa Viagem possui dois monumentos do período colonial. No topo a Igreja de Nossa Senhora de Boa Viagem, abaixo da igreja estão as ruínas da fortificação datada do final do século XVII e início do século XVIII. Já em 1711 estava em atividade tendo tido grande atuação contra a esquadra francesa de Dugay Trouin.

Em 1810 devido ao aumento do movimento do Porto do Rio de Janeiro, a ilha serviria de local de isolamento para a quarentena de viajantes procedentes de lugares com doença epidêmica ou contagiosa. Durante esse período e até o ano de 1876, o Forte de Boa Viagem abriga a Escola de Aprendizes de Marinheiros. Seu arsenal foi desativado em 1861, juntamente com o de todas as forticações brasileiras.

Abandonado em 1885, o Forte ainda possuía cerca de uma dezena de velhas peças de artilharia desativadas. Voltou a ação como posto de observação logo após a Primeira Guerra, como Comando de defesa do Porto. Um notável lance de escadarias de pedras talhadas que conduzia o visitante até o velho forte, é de 1909. Em 1937 o Forte foi entregue - já em ruínas com todo conjunto da ilha, para a guarda e preservação, aos escoteiros do Mar. Orientados pelo Almirante Benjamim Sodré, considerado, até sua morte em 1982, o guardião da Ilha e o sineiro de sua Igreja.

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Forte de São Luiz

A conveniência de ser construída uma fortaleza no Morro do Pico foi aventada pela primeira vez durante a gestão do 2º Vice-Rei do Brasil, Conde de Azambuja, conforme planejamento executado pelo Tenente General Bohm e pelo Marechal Funch, no entanto no Governo do Marquês de Lavradio que as medidas necessárias à construção do forte foram tomadas segundo planos elaborados pelo Engenheiro Jacques Funk, pelo Coronel José Custódio de Sá e Faria e por Francisco João Roscio.

Em 1715, dá-se início à construção do Forte do Pico, que tem suas instalações inspecionadas, em 1762, pelo Marquês do Lavradio, considerando-se o Forte em condições de funcionamento em 1770. Em 1775 é fundado, sob ordem do mesmo marquês, o Forte São Luiz, que tem , sobre o portão de entrada, o seguinte dístico: ´Josepho I. Imperante, Fidelmo Portugaliae Rege, Provident.mo Príncipe, Arx Haec, Divo Aloisio Sacrata. Fundata est 1775´. ´Governador José I Fidelíssimo Rei de Portugal, Providentíssimo Príncipe, foi fundado em 1775 este Forte consagrado a São Luiz´.

E o seguinte texto: ´No referido para repelir a invasão de inimigos, foram começados estes muros e em menos de três anos concluídos sob Luiz de Almeida, 2º Marquês de Lavradio, que para construção desta obra, que até então ninguém ousara, moveu toda pedra, tão grande trabalho tendo sido confiado a sua firme energia sob tumulto que debalde se opôs de iminente guerra com os espanhóis´.

O Forte de São Luiz foi autônomo até 1811, quando seu Comando foi extinto e sua guarnição incorporada à da Fortaleza de Santa Cruz. Com a Independência, alguns reparos foram executados no Forte, permanecendo no entanto as instalações intocadas até 1831, quando um decreto baixado pela Regência suprime vários fortes, fortins e baterias, ficando suas guarnições compostas de ´um Cubo e um ou dois Soldados incapazes do serviço ativo´. Em virtude desse decreto ficou o Forte abandonado por trinta e dois anos, sem a mais ligeira manutenção. Em 1891, na mesma época da desativaçã

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Forte do Gragoatá

Localizado na ponta do Gragoatá, com ampla visão da entrada da Baía de Guanabara, o Forte do Gragoatá foi construído entre os séculos XVII e XVIII, com o nome de Forte de São Domingos, em homenagem ao patrono da capela construída em 1652, hoje matriz de São Domingos. A data de sua construção é dado histórico contraditório, que oscila de 1610 a 1710, citados pelos historiadores.

Salvador da Mata e Silva fixa o início da construção em 1610 e afirma ser o Gragoatá o segundo forte mais antigo de Niterói; os arquivos do IPHAN registram que o forte já existia em 1660, quando vários oficiais se dirigiram à Coroa Portuguesa, solicitando sua conservação e reparação. José de Souza Pizarro de Araújo, em MEMÓRIAS HISTÓRICAS DO RIO DE JANEIRO, considera a construção anterior a 1698, por haver a Carta Régia de 17 de novembro desse ano.

Porém, Aníbal Barreto afirma que a construção do Forte se deu por volta de 1710, contando com 10 peças de artilharia, e 426 balas, segundo relatório de Antônio de Brito Menezes à Corte Portuguesa. Um século após sua construção, o Forte é reconstruído por ordem do Marquês do Lavradio, vindo a ser desativado em 1831, quando ocorre a redução do potencial das fortificações do Brasil.

Em 1863 o Gragoatá é ampliado, reparado e rearmado, tendo importante participação (1893) na Revolta da Armada. Transformado em sede do Batalhão Acadêmico, e sob o comando do Capitão Agostinho Ramindo Gomes de Castro, reage à ação das forças revoltosas, impedindo seu desembarque na enseada de Gragoatá, apesar de duramente atacado pelo navio Aquidabã, e defendeu Niterói e o governo Floriano Peixoto. Este forte faz limite com a praia e a praça do mesmo nome, hoje é sede de comando da 2ª Brigada de Infantaria, sendo monumento tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

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Forte do Imbuhy

Situado em uma rocha na Praia do Imbuhy, foi planejada sua construção em decorrência da Questão Christie. A Questão Chriistie foi um episódio diplomático ocorrido entre o Brasil e Inglaterra em 1863.Começou quando o navio inglês Príncipe de Gales naufragou no Rio Grande do Sul e sua carga foi roubada. Paralelamente dois oficiais da marinha inglesa foram presos no Rio de Janeiro, porque provocaram uma briga e desacataram a polícia local.

O Embaixador Inglês William Christie, exigiu uma indenização pelo navio naufragado, mandou aprisionar navios brasileiros que estavam ancorados no Rio de Janeiro, além de exigir desculpas do Imperador do Brasil à Inglaterra e a demissão dos soldados que prenderam os oficiais britânicos.

O Imperador D. Pedro II estava disposto a pagar a indenização mas considerou abusivas as outras demandas dos ingleses. A população se manifestou em protesto contra a atitude do Embaixador. Houve uma arbitragem internacional para resolver o assunto que deu razão ao Brasil e como o governo inglês não pediu desculpas pela atitude violenta de seu Embaixador, D. Pedro II cortou relações diplomáticas com a Inglaterra em 1863.

Em 1865 as relações foram reatadas quando o governo inglês resolver pedir desculpas ao Brasil. Durante esse período foram criadas fortificações e as que já existiam sofreram reformas com objetivo de reforçar sua segurança. O Forte foi projetado com o nome de Pedro II, posteriormente denominada Forte do Imbuí, contendo 2 canhões de 280 mm, como duas torres de eclípse, com canhões de 75 mm, material considerado mais moderno na época.

Foi inaugurado em 1901. Entrou em prontidão em 1907 por causa da Revolta João Cândido - a Revolta dos Marinheiros. Foi desativado em 1946 e extinto em 1964. Está atualmente sob a guarda do Forte do Rio Branco.

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Forte do Pico

O forte foi construído encravado na rocha, sendo feitas escavações na pedra viva para as galerias de tiro casamentadas. Os quatro canhões, de 380mm, Fried, Krupp, são capazes de lançar granadas de 345 kg a uma distância de 12 km e estão assentados no rochedo, assim como a cúpula do telêmetro, a câmara de tiro, onde são calculadas as trajetórias dos projéteis.

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Igreja Nossa Senhora do Bonsucesso

Situada em um outeiro. Sua época de construção tem levantado discussões: alguns historiadores datam a construção dos tempos coloniais, fundada aproximadamente em 1600; outros, que a construção seria do século XVI e teria sido fundada por Alberto Gago Câmara. Na sua fachada principal encontramos três pórticos rústicos e duas janelas na altura do coro, encimadas por frontão que apresenta detalhes em volutas. A torre está localizada no lado esquerdo da edificação, apresentando campanário e acima do sino, dois ´L´ simetricamente dispostos, à guisa do emblema dos ´Luízes da França´.

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Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem

A Igreja de Boa Viagem está localizada no topo da ilha. Embora não existam documentos sobre à data de sua construção, consta haver sido ela erguida em meados do século XVII, tendo sido várias vezes destruída e reconstruída. Há uma lápide existente na porta lateral, que indica ser a construção da Igreja de 1734. Trata-se certamente de uma reconstrução, como houve em 1860 e 1909.

Possui adro pavimentado com tijolo e pedras irregulares de quartzo formando um mosaico. A fachada principal da Igreja, que já pegou fogo três vezes, é rústica, de paredes de pedra e cal. Apresenta na fachada frontal porta de madeira, folha dupla. Na altura do coro duas janelas encimadas por frontão triangular e cruz, tendo à direita, torre sólida reconstruída em 1909. Em seu interior, no altar principal, tem-se a imagem de Nossa Senhora da Boa Viagem.

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Igreja de Nossa Senhora da Conceição

A igreja, que se encontra em uma grande elevação, apresenta em sua frente grande escadaria de acesso à entrada principal. Erguida no ano de 1663, pelo devoto Thomaz de Pina, recebeu em 27 de agosto de 1671 a doação de 200 braças de terra dos herdeiros de Araribóia. Era freqüentada pelos índios da Aldeia de São Lourenço a aos sábados cantavam ali a ladainha.

Quando da elevação da povoação de São Domingos da Praia Grande à Vila Real da Praia Grande, em 11 de agosto de 1819, cantou-se nela solene Te-Deum, o que indica já então a sua importância. Reformada em 1927, quando se construiu o Santuário da Conceição ao lado da Igreja.

Na fachada principal observa-se porta emoldurada por granito e encimada por azulejo da Virgem na altura do coro, ladeada por duas sacadas em ferro trabalhado, cimalhada que divide o campanário e a torre, esta cercada por balaústres e encimada por cruz.

No seu interior, há pintura no teto e nas paredes. Belo altar com colunas jônicas no Santuário. No corpo da Igreja, altares de Sant´Ana e Nossa Senhora das Dores. Rodapé de um metro de altura em mármore branco também acompanha o corpo da igreja. Merecem destaque as duas imagens de Nossa Senhora da Conceição, sendo uma barroca, de madeira, com 316 anos, de origem portuguesa e outra de terracota, com 216 anos, de origem francesa.

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Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Jururuba

Foi construída na praia da Várzea, ao lado de uma pequena casa conventual, entre 1629 e 1667, e restaurada, em 1692, pelo Padre Manuel Rodrigues de Figueiredo. Em 1716, foi doada ao Convento do Carmo. Em 1839, fundou-se, na enseada de Jururuba, a sociedade Amantes da Religião, com a finalidade de construir e conservar a Capela de Nossa Senhora da Conceição, para elevá-la à categoria de matriz.

E assim, por força da lei nº208, de 23 de Maio de 1840, criou-se nova freguesia, com o título de Nossa Senhora da Conceição da Várzea. As obras da igreja ainda não se haviam concluído, e já era instalada a paróquia, em 1861, de acordo com anotações no seu primeiro livro de termos de batismo.

Seu primeiro pároco foi o padre Celestino Otero. Uma lei de João Caldas Viana, em 1844, concedeu mais 200 mil réis para continuação das obras. Em 1857, Antônio Nicolau Tolentino autorizou por lei um auxílio de cinco contos de réis para a conclusão das obras e compra de alfaias e paramentos. Em 1861 e 1862, leis do Presidente Luís Alves Leite de Oliveira Belo mandavam continuar as obras com mais cinco contos de réis.

Proclamada a República, o Governador Francisco Portela, em cumprimento do art. 723º, da Constituição Federal de 1891, mandou entregar a paróquia e todo o seu patrimônio à respectiva autoridade diocesana. A paróquia não foi extinta, apenas teve transferida a sua sede. A igreja de Nossa Senhora da Conceição de Jurujuba entrou em decadência.

Seu teto desabou. Em 1904, reformou- a o Visconde de Morais, brindando-o com um novo sino. Em 1942, foi reconstituída por Frederico Dahne,a pedido de Dnª Alzira Vargasdo Amaral Peixoto. Em 1952, foram concluídas as obras às expensas de Luis Alves de Castro e sua mulher Linda Alves de Castro. Em 1954, o Vigário Luiz Lazzarim iniciou nova campanha de reconstrução, com a cooperação dos moradores do bairro. Prosseguiram os trabalhos até 1969, quando foram concluídos.

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Igreja de Santa Rosa de Viterbo

Primeiro marco do Barreiros de Santa Rosa, foi construída no início do século XVIII pelo Capitão Pedro Bandeiros de Sousa, proprietário da fazenda de Santa Rosa e pai do padre João Bento Barreiros de Souza, então vigário da Paróquia de São João Batista de Icaraí - a Ermida da Pedra. Em fevereiro de 1882, abandonada havia muitos anos, um raio distruiu-le a torre, derrubando a cruz do alto de sua fachada.

Os devotos se cotizaram e , em 6 de maio de 1883, foi solenemente colocada nova cruz. Inconformados com a situação e após reiteradas gestões, conseguiram um auxílio da Assembléia Provincial. O suficiente para reformar a igreja. Em 5 de novembro de 1884, ela era benta por Monsenhor João Aureliano Correia dos Santos, Vigário da Matriz de São João.

A primeira festa foi alí realizada em 21 do mesmo mês, quando a visitou o Bispo do Rio de Janeiro, Dom Pedro Maria de Lacerda, Conde de Santa Fé. Em 1890 estava novamente abandonada. Foi reformada pelo provedor da devoção, João Caetano Monteiro , inaugurada a obra em 18 de abril de 1902. Em 1919, passou por nova reforma. Em 6 de junho de 1940, o Bispo Dom José Pereira Alves assinava um decreto criando a Paróquia do Coração eucarístico de Jesus e Santa Rosa de Viterbo e elevando a capela à categoria de matriz.

E m 1º de junho de 1944, o mesmo bispo, considerando as dificuldades de acesso à Matriz de Santa Rosa de Viterbo , no alto de uma ladeira no bairro do mesmo nome, transferiu a sede paroquial para a igreja, hoje Basílica de Nossa Senhora Auxiliadora, anexa ao Colégio Salesiano Santa Rosa - casa primacial dos filhos de São João Bosco no Brasil. A transferência da sede da Matriz resultou na mudança do título da paróquia para Paróquia de Nossa Senhora Auxiliadora. Foi nomeada Vigário o Padre Francisco Xavier Lanna.

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Igreja de São Domingos

Situada no bairro do Gragoatá, foi construída com verba testamentária deixada por Domingos de Araújo, falecido em 28 de fevereiro de 1652, à sua mulher, Dona Violante Soares, com a obrigação de conservar a imagem de São Domingos existente na fazenda. Administrou-se a família até 1740, quando Francisco de Araújo Soares, filho de Domingos, transferiu a administração a Joaquim Álvares.

Das terras, onde havia um engenho de açúcar, foram doadas cinqüenta braças ao patrimônio da igreja. Em 22 de setembro de 1819, realizou-se nela um Te Deum pela visita do Rei Dom João à Vila da Praia Grande. Em 1838, ali celebraram as exéquias de José Bonifácio. Foi reformada pelos moradores locais, a partir de 1842, com auxílio provincial concedido, em 1843, pela Assembléia Legislativa e pelo Presidente João Caldas Viana.

Em 1849, o Presidente João Pedreira Ferraz manda prosseguir com as obras. Em 1872, novas reformas se fizeram. Bastante arruinada, desde 1882, foi reconstruída a partir de 1897, em terreno ao lado da matriz primitiva, por iniciativa da Irmandade de Nossa Senhora das Dores e São Domingos de Gusmão, segundo projeto do arquiteto Bianor de Mendonça.

As obras tiveram início em 1898 e concluíram-se em 1900, sendo a nova capela inaugurada em 1902. Em 1914, foi dotada de iluminação elétrica.

Em 1929, criou-se a paróquia. Novas obras de reforma foram realizadas, em 1933, pelo Vigário Antônio Macedo. Dois vultos históricos tiveram seus nomes ligados à Igreja de São Domingos: José Bonifácio de Andrada e Silva e Frei Francisco de Mont´Alverne, falecido, este último, em Niterói, no dia 2 de dezembro de 1858. Em 21 de maio de 1929 criou-se a Paróquia de São Domingos por Dom José Pereira Alves. Em 1938, o Padre Antônio Macedo, vigário da paróquia, substituiu a madeira do piso por granito e mármore.

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Igreja de São Francisco Xavier

A igreja que se localiza em outeiro à beira mar, tem na frente em seu adro, pequena escadaria em cimento. Há dúvidas quanto ao ano de construção da mesma. Alguns historiadores sustentam a data com sendo o ano de 1572 e sua fundação atribuída ao Padre José de Anchieta, no local que fazia parte da Fazenda do Saco, doada aos jesuítas em 1567, pela Coroa Portuguesa. Construção de pedra de cal e paredes maciças.

A fachada principal compõe-se de porta de madeira, folha dupla, verga reta. Simetricamente à porta, quatro janelas tipo guilhotina, com caixilhos de vidro e verga reta. Na altura do coro uma janela central igual às demais. À direita, torre sineira com campanário, arrematada por volutas encimada por uma cruz.

Cobertura em duas águas em telha canal. Na sacristia há um armário embutido na parede, encontrando-se gravado na parte superior a data de 1696. No interior encontra-se: no altar-mor a imagem de São Francisco Xavier, belo trabalho de madeira, laminada em ouro; a pia batismal feita pelos índios; um armário embutido na Sacristia datado de 1696; um relógio de sol voltado para o nascente, com o emblema dos jesuítas; um cruzeiro de madeira e um sino, são peças do mesmo período. No sopé da colina, ainda hoje se pode ver um peão de torres de 1727, com inscrições e insígnias dos jesuítas.

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Igreja de São Lourenço dos Índios

A origem da Igreja está ligada ao início da atual cidade, e é com certeza a mais antiga de Niterói. Mém de Sá, em agradecimento ao Índio Araribóia, que muito contribuiu na luta contra os franceses na defesa do Rio de Janeiro, efetivou a doação de terras deste município ao índio guerreiro, em 16 de março de 1568, sendo a posse solene realizada em 22 de novembro de 1573 - data maior de Niterói. Instalou-se Araribóia, com sua tribo, na encosta do Morro de São Lourenço, onde foram construídas primitivas choupanas e igualmente uma capela.

Considera-se a igreja o monumento da fundação da cidade de Niterói. Segundo fontes documentais, ela é do início do século XVII. Em 1769 a capela foi reconstruída, tomando a fisionomia que ainda hoje conserva. A construção, feita de pedra e cal, tem linhas arquitetônicas simples, muito representativa da sobriedade que foi traço marcante na arquitetura dos padres jesuítas.

A fachada principal é constituída de porta de madeira, em folha dupla, almofadada, verga reta, seiscentista, com molduras de pedra portuguesa. Na altura do coro, três janelas em folha dupla, encaixilhadas de vidro, verga reta, também com molduras de pedras portuguesas.

Na lateral direita, no mesmo nível das janelas, dois campanários. Cimalha que separa o primeiro pavimento do frontão triangular, este com óculo central, encimado por cruz. No interior, a igreja possui altar-mor, com retábulo, considerado pelo arquiteto Lúcio Costa o mais belo do Brasil.

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Igreja de São Pedro

Também conhecida por Igreja de São Pedro de Jurujuba, está situada em um pequeno bairro da zona sul de Niterói, Jurujuba. Primeiramente era uma capelinha modesta, de madeira, que em 1947, foi substituída por outra de pedra, cal e óleo de baleia. Não se sabe muito de sua história, apenas que foi erguida por Dona Linda de Castro, e a imagem de São Tarcísio foi encontrada por pescadores no mar.

Sua construção é de esquina, apresentando uma porta principal com sobreverga em formato de concha e dois óculos encaixilhados de vidro colorido ao seu lado. Na altura do coro, uma rosácea e duas janelas de verga em arco pleno. Sua torre é única, situada à direita, com campanário e torre piramidal.

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Igreja de São Sebastião de Itaipú

Localizada em um outeiro, a Igreja de São Sebastião do Itaipú foi construída pelo padre jesuíta José Anchieta, junto com os índios e negros da região, que esteve em missão de catequese com os pescadores da enseada por volta de 1700. A obra ficou pronta por volta de 1716. Foi elevada à Paróquia por Alvará de 12 de janeiro de 1755, tendo como primeiro pároco o padre Manoel Francisco da Costa, que ficou à sua frente por 67 anos ininterruptos.

Com o passar dos anos, a igreja foi sofrendo desgastes, quando em 1839 ficou evidente a necessidade de uma restauração. Vários imprevistos ocorreram em relação a sua restauração e somente em 20 de janeiro de 1898, data do padroeiro, que a igreja estava pronta para os festejos. No ano de 1908, por falta de sacerdotes, foi anexada à Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Jurujuba, ficando quase abandonada.

Com a designação do padre Lúcio Pinho, as atividades pastorais da igreja foram retomadas. Recentemente foram feitas obras de restauração. Foi edificada em estilo colonial, com porta central e três janelas na altura do coro, encimadas por frontão que apresenta uma rosácea e cruz no seu vértice.

Duas torres com campanário encimado por zimbório e cruz também fazem parte da fachada principal da igreja. Com um pé direito de aproximadamente 12 m de altura, seu teto é todo em ripa de madeira, abobadado. O altar-mor, ainda original e em talha simples, está completamente restaurado e apresenta as imagens do padroeiro e Jesus Crucificado.

Dois altares laterais, com as imagens de Santa Thereza e Nossa Senhora das Dores, estão embutidos nas paredes de pedra e cal. O coro, que era todo em madeira, foi destruído, havendo apenas as duas portas que davam acesso ao mesmo e às torres. Ao se entrar na igreja, se destaca o batistério, à esquerda, onde há uma pia batismal esculpida em pedra extraída da região, à imagem de São João Batista.

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Ilha da Boa Viagem

Após realizada missa, é feita uma apresentação cultural e depois disto, uma A Ilha da Boa Viagem é ligada ao continente por uma passarela de cimento. Sua vegetação é abundante, composta de gramíneas, palmeiras, pitangueiras e goiabeiras, entre outras. Sua fauna se compõem basicamente de aves, como: sabiá, pardal, bem-te-vi, coleiro, tico-tico, garças e gaivotas.

Circundada por rochedos, possui apenas uma praia que leva o mesmo nome. Na Ilha se encontram a Igreja Nossa Sr.ª da Boa Viagem (1650) e as Ruínas do Fortim de Nossa Sr.ª da Boa Viagem, construções que datam de meados do séc. XVII. Também merece destaque a escadaria em granito com 200 degraus datando do séc. XVII, e que leva às construções citadas acima.

Em sua base, monumental portão de ferro, que constitui a entrada propriamente dita. Todo esse aglomerado foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 1938. Da Ilha avista-se a Baía de Guanabara e grande parte da Cidade do Rio de Janeiro, destacando-se o Corcovado e o Morro do Pão de Açúcar.

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Irmandade São Vicente de Paulo

Fundada em 24 de Junho de 1854, por determinação do imperador Dom Pedro II e da Imperatriz Dona Tereza Cristina. A irmandade de acordo com o que dispões os atuais estatutos, tem por finalidade precípua a proteção, a assistência e educação a infância, o amparo a velhice e a assistência aos desamparados, tendo como seu principal provedor, Darrigue Faro, Barão de Rio Bonito, então presidente da Província do Rio de Janeiro.

Inicialmente foi instalada em Niterói, na Praça da Memória, atual praça General Gomes Carneiro Rinque, no centro da Cidade, e em 15 de janeiro de 1865 foi transferida para a rua da Constituição, atual Rua Miguel de Frias, nº123 - Icaraí, onde iniciou as suas obras de caridade, pelo então Provedor Belarmino Ricardo de Siqueira, Barão de São Gonçalo, grande amigo do Imperador Dom Pedro II, tendo doado na ocasião um rico quadro com moldura dourada e com o competente dossel, com o retrato de sua majestade Dom Pedro II.

O Imperador Dom Pedro II, grande protetor do asilo d Santa Leopoldina, primeira instituição integrantedo conglomerado filantrópico da Irmandade, concedeu-lhe o domínio de uma faixa de terras localizadas em Icaraí. Institui-se assim o aforamento dessas terras a favor do Asilo de Santa Leopoldina, garantindo a sustentação inicial desta instituição de caridade que asilou crinhosamente grande parte das filhas dos soldados que lutaram na guerra do Paraguai: Inspirada na obra prodigiosa do grande apóstolo do amor ao próximo São Vicente de Paula, e com a cooperação valiosa das irmãs Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, a Irmandade desde a sua fundação está realizando uma obra de cunho cristão, projetando-se como uma das grandes instituições filantrópicas.

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Lagoa de Itaipu

As espécies mais encontradas são: bagre, acará, robalo, corvina, carapirú, parati, tainha, papa-terra, manjuba, mamareis (manjubinha). Não há época de permissão e proibição para a pesca nessas lagoas. O pescador profissional ou amador deve ser registrado na SUDEPE e obedecer as modalidades de pesca permitida, que são: rede, tarrafa, linha e molinete. É proibida a pesca de arrastão por embarcações.

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Lagoa de Itaipu

A Lagoa de Itaipú foi instituída como área de Proteção Ambiental, através da Lei Nº458, de 11 de Maio de 1983. Desemboca na Praia de Itaipú, através de um canal do mesmo nome. Circundada por morros de vegetação nativa, suas águas são turvas, de coloração azul escuro e temperatura fria. Possui pequena faixa de areia clara e fina. Sua área é de 147 ha. (1.470.000 m2), navegável apenas para barcos de pequeno porte e lanchas, sendo também muito utilizada para a prática de windsurf. Localiza-se próxima à Duna de Itaipú.

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Lagoa de Piratininga

A Lagoa de Piratininga foi instituída como área de Proteção Ambiental, através da Lei Nº458, de 11 de Maio de 1983. Desemboca na Prainha. A vegetação à sua volta se compõem de arbustos, amendoeiras e gramíneas. Com 413 ha. (4.130,000 m2.) de área navegável apenas para barcos de pequeno porte. Suas águas são turvas, escuras e frias. Possui duas pequenas ilhas: a do Pontal e a do Modesto. A lagoa se encontra em processo de assoreamento. É povoada por algumas espécies de aves aquáticas, entre elas, garças.

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Liceu Nilo Peçanha

Durante o Segundo Reinado foram criados os Liceus Provinciais para a educação da mocidade sendo o mais antigo de Angra dos Reis, depois o de Niterói e , mas tarde o de Campos, o Líceu Provincial de Niterói foi instalado a 12 de Setembro de 1847 e a ele se juntou, mais tarde, a Escola normal, criada em 4 de Abril e 1835 sendo a mais antiga das Américas. O ´nosso Liceu´ data de 18 de janeiro de 1931, criado na administração do Dr. César Tinoco, na época secretário Estadual do interior e justiça.

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Matriz de São Lourenço

A paróquia de São Lourenço foi criada em 1758, tendo como sede a capela de São Lourenço dos Índios, no morro do mesmo nome. Com o crescimento da Freguesia, a Igreja Matriz não comportava os fiéis para a prática dos atos religiosos. Surgiu então, a idéia de mudança da sede da matriz. O local escolhido pertencia ao Brigadeiro Castrioto, que abriu mão de um terço de seu valor, sendo o restante - 3 contos de réis - coberto através de subscrição popular.

A 14 de dezembro de 1873, colocou-se a primeira pedra, e dois dias depois iniciou-se a construção. Demorou muito além do previsto a conclusão da nova matriz. Em 1883, o engenheiro Miranda Freitas foi substituído pelo arquiteto Heitor de Cordoville, que alterou o projeto original, tornando mais elegante a construção. A edificação, que se destaca por sua grande volumetria, é assentada sobre pedra olho-de-sapo.

A entrada principal encontra-se permanentemente fechada, pois à sua frente encontram-se cinco sinos, há 26 anos, sendo que o maior pesa 1 tonelada e meia, e foram recebidos pela igreja a título de presente. Entretanto nunca foram instalados por serem demasiado grandes. Ao seu redor há um gradil de ferro trabalhado, com cadeado, que impede a entrada pela porta principal.

A imponente torre da matriz foi estruturada em várias ordens: dóricas, jônicas e corínteas; encimadas por um zimbório quadrangular com uma cruz no vértice. O seu interior é profusamente decorado, apresentando trabalhos e relevos em talha e em estuque.

O teto é rico e com painéis. Há vários altares laterais com grandes serafins assentados sobre a arcada. O altar-mor tem colunas salomônicas ladeando o nicho, onde se encontra a imagem de São Lourenço, vinda de Portugal, a 22 de junho de 1897.

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Monumento Nossa Senhora Auxiliadora

A construção de linhas mouriscas é projeto do engenheiro e irmão salesiano Domingos Delpiano, tendo sido inaugurada a 08 de dezembro de 1900, comemorando o 4º centenário do descobrimento do Brasil. A imagem da Santa foi executada pela firma Luiz del´Bó, de Milão. O monumento à Nossa Senhora Auxiliadora está a 100m do nível do mar, possui 40m de altura, sendo 36m de pedestal.

Construído sobre uma rocha, onde estão gravadas as palavras bíblicas: ´IN PETRA, EXALTASTIME´ (salmo 60.2), o pedestal de quatro faces é de mármore nacional. Encimando-o há uma altura sobre a qual está colocada a imagem, medindo 7m de altura e pesando quase 2 toneladas. Foi trabalhada em cobre batido e modelada em Milão. Sua auréola é formada por estrelas luminosas.

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Morro da Viração

O Morro da Viração está situado na zona sul de Niterói. Por sua posição geográfica privilegiada, serviu de posto de observação dos portugueses. Possui 270 metros e altura e vegetação abundante, destacando-se as trepadeiras, samambaias além de eucaliptos que ladeiam a estrada de acesso ao Parque da Cidade que fica no morro.

Do Mirante do Morro da Viração, têm-se a visão panorâmica da Baía de Guanabara, praias e lagoas de Itaipú e Piratininga e ilhas adjacentes, bem como o Morro do Pão de Açúcar, Corcovado e parte da Cidade do Rio de Janeiro. O Morro da Viração é ponto de atração turística pelas opções de lazer que ela oferece, como o Parque da Cidade, a visão panorâmica que se tem do seu mirante, e as duas rampas de salto para a prática do vôo livre.

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Museu Antônio Parreiras

O Museu Antônio Parreiras foi criado em 24 de janeiro de 1941. Tem por dever preservar o culto e admiração do patrimônio artístico do grande mestre da pintura nacional, erguendo-lhe ao mesmo tempo um monumento que lembre eternamente sua memória. O Museu é composto de casa/ atelier de Antônio Parreiras, que foi inaugurado em 1895, na Rua Tiradentes, numa área arborizada.

No atelier encontra-se exposições permanente com obras do pintor e na casa existem exposições temporárias com obras de diversos artistas e escolas. No atelier estão sempre expostas as obras de Antônio Parreiras, destacando-se a ´Derrubada´, ´Panorama de Niterói´ e ´Primevos´.

Seu acervo é composto por 711 peças, formadas por obras do próprio Antônio Parreiras; obras de artistas brasileiros e estrangeiros presenteados a ele ou por ele adquiridos; obras de ´prêmio aquisições´ dos antigos salões fluminenses de belas artes; doações particulares e quadros adquiridos pelo Estado e obras adquiridas pelo antigo proprietário da residência, o escritor e historiador Alberto Lamego.

Este acervo apresenta-se dividido em quatro estações.

1 - Coleção Antônio Parreiras - 234 peças
2 - Coleção Arte Brasileira do século XIX - 39 peças
3 - Coleção Arte Brasileira do século XX - 388 peças
4 - Coleção Estrangeira - 50 peças.

Funciona num parque de 5000m quadrados, ocupando três prédios autônomos (que serviam de residência ao pintor) e nele estão mais duas construções situadas em níveis diferentes de terreno, e ligadas entre si por meio de uma rampa externa em área ajardinada.

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Museu Arqueológico de Itaipu

O Museu de Arqueologia de Itaipú, instalado nos remanescentes históricos do antigo Recolhimento de Santa Tereza, situa-se na faixa litorânea do município de Niterói, junto a praia do mesmo nome. Trata-se de uma grande construção de alvenaria de pedra com argamassa feita com conchas trituradas, areia, barro e óleo de baleia. Os remanescentes históricos do antigo Recolhimento de Santa Tereza, passou por restauração.

O aproveitamento de suas ruínas se faz de modo que nelas pudesse ser instalado um Museu, de caráter científico, vinculado à ocorrência nas suas imediações do sítio arqueológico da Duna Grande.

Seu acervo é composto pelo material proveniente das pesquisas arqueológicas realizadas em alguns sítio pré-históricos da região como: Sambaqui de Camboinhas; Sambaqui do Forte; Duas Cruzes em ferro de um centro de atividades educativas-culturais, instalado na antiga capelinha do Recolhimento. Entrada Franca.

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Museu de Arte Contemporânea

O prédio do Museu de Arte Contemporânea de Niterói foi implantado sobre um platô da praia da Boa Viagem. Um local privilegiado que se debruça sobre as águas da baía de Guanabara. O projeto de Oscar Niemeyer concebeu um edifício em forma de pirâmide invertida, com 3.900 m2 de área construída, apoiado em base cilíndrica única de 18m de diâmetro.

Recurso que cria o efeito visual de uma edificação leve, solta, como que a pousar sobre um espelho d´água que se integra plasticamente ao panorama da baía. A estrutura do MAC é completamente segura e tem capacidade para suportar um peso equivalente a 400 quilos por metro quadrado, além de suportar ventos com velocidade de até 200 quilômetros por hora.

A praça do MAC mede 2400 metros quadrados de área livre. Já o espelho d´água, localizado próximo a base cilíndrica mede 1000 metros quadrados. O salão de exposições tem 1100 metros quadrados e o auditório, localizado no subsolo tem capacidade para 50 pessoas. Os vidros do MAC foram fabricados exclusivamente para o projeto. São 70 lâminas, com 18 milímetros de espessura na cor bronze e modelo triplex.

Cada uma das lâminas mede 4,80 metros de altura por 1,85 metro de largura. A subestação de energia do MAC tem 800 KWA de força. Existem três transformadores, sendo um exclusivo para o sistema de ar-condicionado, outro para a iluminação em um terceiro para os equipamentos do restaurante. Para iluminar todo o salão de exposições foram necessárias 400 lâmpadas fluorescente e 200 dieróicas, estas últimas usadas apenas para as obras de arte.

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Museu do Ingá

Construído por volta de 1860, para servir de residência ao médico José Martim da Rocha, o Palácio Nilo Peçanha, foi usado como sede do Governo Fluminense por um período de 71 anos. (1904-1975) Em estilo neoclássico, o prédio foi, nos primeiros tempos, local de importantes reuniões políticas do Partido Liberal do Estado. A casa foi vendida ao Conde de Sande.

O palacete foi palco de recepções que atraíram a elite da sociedade fluminense. Na época de seu regresso a Portugal, o governador eleito, Nilo Peçanha, resolveu adquiri-lo para servir com sede do Governo Fluminense.

Em abril de 1975, foi criada a fundação Estadual de Museus do Rio de Janeiro, de onde logo em seguida se destinou o Palácio Nilo Peçanha para sediar o Museu Histórico do Estado Rio de Janeiro e o Museu de Arte e Tradições Populares. O acervo é constituído de aproximadamente 4.800 peças entre mobiliário, porcelana, documentos, esculturas, fotografias e numismática.

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Palácio Araribóia/Paço Municipal

Em 1907 o prefeito João Pereira Ferraz determinou a construção de um grande e majestoso edifício que abrigasse a Prefeitura e a Câmara. Escolheu para isso o antigo Largo do Pelourinho. A concorrência para construção foi aberta em 1908, da qual saiu vencedor o arquiteto Carlos Rossi. Ocorre que entre a idéia de se construir o novo edifício e a sua conclusão, deu-se o rompimento político do Prefeito Pereira Ferraz com a Câmara Municipal.

Como resultado, a Prefeitura se instalou sozinha no palacete, em 1910. Durou menos de vinte anos o edifício original, reformado em 1926. O edifício atual apresenta construção em pequena elevação, com dois pavimentos, possuindo na fachada principal, porta central:, em ferro trabalhado, com bandeira também no mesmo estilo, ladeada por janelas e imitações de colunas.

No segundo pavimento, encimado a porta e janelas centrais do corpo do atrativo, sacada balaustrada composta por porta central e duas laterais, também ladeadas por janelas. No centro da edificação, em destaque, domo que substituiu a antiga torre com relógio.

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Palácio da Justiça(Fórum)

Construído para sediar o tribunal de justiça do estado do Rio de Janeiro foi inaugurado em 1919, mas só teve suas obras definitivamente concluídas em 1926, no governo de Feliciano Sodré. Desativado pela fusão, em 1975, tornou-se, desde então Fórum da Cidade de Niterói. O centro da memória judiciária de Niterói (museu), que funciona no Palácio da justiça, apresenta uma exposição permanente, através da qual se desenha a formação e a evolução do judiciário naquela cidade, desde a criação da Vila Real da Praia Grande, em 1819, até a fusão entre os Estados do Rio de Janeiro e da Guanabara.

A amostra compõe-se de mobiliário retratos à óleo e fotografias de antigos Presidentes do Tribunal de Justiça, assim como livros de atas - inclusive do juiz de Fora José Clemente Pereira e da última sessão daquele tribunal.

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Parque Ecológico Darcy Ribeiro

Mata Atlântica nativa, cachoeira, lago, gruta e caverna

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Parque Estatual da Serra da Tiririca

Estadual da Serra da Tiririca (PEST) (Lei n.º 1.901, de 29/11/91 e Decreto n.º 18.598, de 19/04/93) Parque criado pela Lei Estadual nº 1.901, de 29 de novembro de 1991, e teve os limites provisórios descritos pelo Decreto Estadual nº 18.598, de 19 de abril de 1993. É o único Parque Estadual que teve a criação motivada por vontade popular. Uma comissão, integrada por órgãos públicos e entidades ambientalistas, elaborou, conforme previsto na lei que criou a unidade, uma proposta de delimitação definitiva.

Esta proposta, pela qual é incorporado ao Parque o Morro das Andorinhas (situado entre Itaipu e Itacoatiara) e excluídas áreas objeto de antigos loteamentos, está em fase final de análise para ser encaminhada à Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) pela Governadora Rosinha Garotinho. Com recursos do Programa de Despoluição da Baía de Guanabara (PDBG), estão sendo construídas a sede do Parque, em Itaipuaçu, e a sub-sede, em Itacoatiara.

Com área potencial de aproximadamente 2.400 hectares (24 quilômetros quadrados), o Parque Estadual da Serra da Tiririca abrange terras das Regiões Leste e Oceânica do município de Niterói e parte do bairro de Itaipuaçu, pertencente ao município de Maricá.

O Parque abrange uma parte marinha, que vai da ponta de Itaipuaçu (Morro do Elefante, também conhecido como Alto Mourão) e avança 1.700 metros sobre o mar, até alcançar o ponto de encontro da Praia de Itacoatiara com o costão rochoso da Pedra de Itacoatiara; e uma parte continental, que incorpora a área de cobertura vegetal da Serra da Tiririca e áreas adjacentes. A Serra da Tiririca constitui um dos contrafortes da Serra do Mar, composto de elevações denominadas de Pedra do Elefante (Alto Mourão), Morro do Telégrafo, Morro do Catumbi, Pedra de Itacoatiara e Agulha Guarischi, dentre outros

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Parque da Cidade

O Parque da Cidade está localizado no alto do Morro da Viração, numa altitude de 270m. Foi inaugurado em 21 de Setembro de 1976, e instituída como Reserva Biológica e Estação Ecológica de Niterói, conforme Lei Nº459, de 11 de Maio de 1983. Ocupa uma área total de 149.390m2. Muitos eucaliptos ladeiam a estrada de acesso ao Parque, que possui vegetação abundante e fauna, composta de micos, esquilos, além de pássaros e insetos variados.

O Parque possui uma fonte natural, que fica à direita, na estrada de acesso, ruínas de um antigo posto de observação dos portugueses, local onde atualmente estão mesas e bancos para piqueniques e uma churrasqueira. Conta com um posto de segurança da Polícia Militar, bar e banheiros.

Possui duas rampas para a prática de vôo livre e um mirante que permite visão panorâmica da Baía de Guanabara com todas as suas praias, da Ilha da Boa Viagem, praias e lagoas de Itaipú e Piratininga e das ilhas próximas a estas praias, da Ponte Presidente Costa e Silva, além de grande parte da cidade do Rio de Janeiro, Morros do Corcovado e Pão de Açúcar.

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Pedra de Itapuca

A Pedra de Itapuca está localizada bem próximo a Avenida litorânea. Já foi ligada ao continente, formando uma espécie de arco, o que originou seu nome, que em língua indígena significa ´Arco de Pedra´. Com aproximadamente 8m. de altura, sem nenhuma vegetação é uma formação rochosa que aflora do mar a poucos metros da faixa de areia.

Está rodeada por pedras de tamanhos e formatos diversos, avistando-se do local parte da cidade do Rio de Janeiro, destacando-se o Pão de Açúcar e à sua direita a Ilha da Boa Viagem e a Ilha dos Cardos. Em dias de movimento, os jovens costumam subir até o seu topo para apreciar a bonita paisagem, pontilhada por surfistas. OBS: A Pedra de Itapuca é símbolo da Cidade de Niterói, reproduzida na Bandeira e no Brasão de Armas do município.

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Pedra do Índio

A Pedra do Índio recebeu esta denominação pelo seu formato semelhante a cabeça de um índio com um cocar. Possui aproximadamente 7 metros de altura com ausência de vegetação, exceto por um único arbusto quase no seu topo. Formação rochosa que aflora do mar a poucos metros da faixa de areia da praia, esta rodeada por pequenas pedras de formatos variados que com a maré baixa ficam expostas. O acesso à pedra é feito à pé.

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Portugal Pequeno

O bairro da Ponta d´Areia, onde hoje se situa o Portugal Pequeno, tem 4 séculos de história, começando a se desenvolver em torno da pesca e da industrialização das baleias, na época um dos negócios mais rentáveis para a colônia portuguesa. Os primeiros portugueses a ocuparem o local, atraídos pelas oportunidades de emprego, eram ferreiros, torneiros, carpinteiros e calafates.

Terminando o ciclo das baleias, os galpões e os armazéns passaram a servir de quartel provisório para a divisão dos Voluntários Reais, tropas que vieram de Portugal e depois seguiram para o Uruguai.

O processo de urbanização do século XIX,, na Ponta d´Areia, se desenvolveu graças à presença lusitana. Surgiram alí pequenas oficinas e estaleiros de reparos navais, nos quais predominava a mão-de-obra portuguesa, e se desenvolveu a primeira indústria naval brasileira. No século XX, o bairro da Ponta d´ Areia foi o ponto de encontro de quase todos os portugueses que escolheram Niterói como a sua segunda terra natal.

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Prédio da Agência de Correios

Projetado pelo Dr. Manoel Meira de Vasconcelos, que também atuou com engenheiro-fiscal de suas obras, foi inaugurado a 14 de novembro de 1914. Chamado na época de sua construção de ´Palácio dos Correios´, impressiona pela sua grande volumetria, número de janelas e riqueza de detalhes. Compõe-se o edifício de três pavimentos, possuindo dois torreões que ostentam cúpulas metálicas. Merece destaque a escada em caracol que liga os três pavimentos e a agência filatélica com um painel onde estão expostos selos importantes e raros.

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Reitoria da UFF

O prédio da antiga sede do Hotel Balneário Casino Icarahy, hoje abriga a reitoria da UFF. Quando as roletas dos cassinos no Brasil pararam de girar, no dia 30 de abril de 1946, entre os grandes e os mais elegantes daquela época, sem dúvida encontrava-se o Hotel Balneário Casino Icarahy.

Com 107 apartamentos, duas quadras de tênis, dança, música e muito jogo, o prédio, em estilo art déco, foi construído no local onde antes havia um palacete residêncial de três andares datado de 1916. O Cassino Icarahy já foi ponto importante na vida noturna na cidade.

Seus shows eram concorridíssimos, pois apresentavam-se, em seus salões, os maiores astros da época: Josephine Baker, Pedro Vargas, Carmen Miranda, Grande Otelo, Francisco Alves, entre tantos outros. Desde 1967, o prédio abriga a reitoria da Universidade Federal Fluminense. Mas nem por isso perdeu a sua vocação de lazer e entretenimento: o Cine Casino, antigo salão de jogos, atualmente funciona como cinema e o Cine Grill é ocupado pelo teatro e pela galeria de Arte da UFF

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Ruínas do Forte São Luiz

As origens do Forte de São Luiz remontam ao ano de 1775. Não se tem mais dados históricos sobre o forte até 1913, quando, atendendo a imperativos de tática de defesa da época, em seu recinto, se inicioua construção do Forte do Pico,a 227m de altura. Hoje o Forte de São Luiz encontra em ruínas. A estrada que leva ao forte é estreita e íngreme, atravessando uma pequena floresta.

Da época de sua criação formando muralhas de até aproximadamente 15 m. Estão de pé, bem conservadas, as paredes do pórtico de entrada e o portão de madeira, com um medalhão de mármore encimado a arquitrave, trazendo inscritos em latim os seguintes dizeres: ´ Governando José I, Rei de Portugal Providentíssimo Príncipe, foi fundada em 1775 esta Fortaleza consagrada a São Luiz.´

No referido ano, para repelir as invasões do inimigo, foram começados estes muros, e em menos de três anos concluídos sob Luiz de Almeida, segundo Marquês de Lavradio, que, ´para a construção de tão grande obra, que até então ninguém ousara, moveu toda a pedra, tão grande trabalho tendo sido confiado a sua firme energia sob o tumulto que debalde se opôs de iminente guerra com os espanhóis.´ Mantêm-se ainda intactas guaritas e algumas outras construções que não se sabe ao certo sobre seu uso.

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Ruínas do Recolhimento de Santa Tereza de Itaipu

Sua construção data de 1764, feita pelo primeiro pároco da matriz de São Sebastião, o padre Manuel Francisco da Costa, com o auxílio da comunidade local. Seu objetivo era o de dar abrigo ´às mulheres arrependidas de seus pecados e desejosas de viverem isoladas do resto do mundo´. Em 1977 passou a abrigar o Museu Arqueológico de Itaipú, sendo, seu acervo formado por peças recolhidas no litoral fluminense (de Niterói ao município de Macaé).

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Solar do Jambeiro

Incluído no roteiro turístico da cidade, o majestoso Solar do Jambeiro representa uma das mais importantes atrações culturais de Niterói, com suas exposições permanentes e freqüentes eventos ligados, principalmente, às artes e às letras. De arquitetura urbana de tradição portuguesa, foi construída em 1872 pelo português Bento Joaquim Alves Pereira, sendo seu primeiro morador o médico Júlio Magalhães Calvet.

O pintor fluminense Antônio Parreiras residiu na mansão e, em 1887, ali expôs sua obra com as idéias e sentimentos da época. Em 1882, o Solar foi comprado pelo diplomata dinamarquês George C. Bartholdy, que o costumava alugar.

Assim, por exemplo, sediou o Clube Internacional de Niterói e o Colégio das Irmãs Dorotéias. Passando de geração em geração, a família Bartholdy tem hoje como seus representantes o Dr. Hugo Falkenberg e sua mulher professora Lúcia Falkenberg, que firmaram o propósito de oferecerem a Niterói um considerável Centro Cultural.

Tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN) em 1974, com área de 8000m cercados por grades que vieram da Inglaterra, tem 3500m de construção em dois pavimentos, impecavelmente conservados em suas características originais de estilo colonial.

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Teatro Municipal João Caetano

O Teatro, outrora denominado Teatro Santa Teresa, desde sua fundação, em 1824, sofreu inúmeras reformas até adquirir a feição atual. Recebeu o nome de Teatro Municipal João Caetano, em 1900, como homenagem ao homem que o dirigiu durante anos e foi o responsável pela estréia da primeira companhia dramática nacional, em 1833, pela Sociedade Filodramática de Niterói. O prédio, de dois pavimentos, apresenta na fachada principal, dois portais de entrada em ferro trabalhado com moldura de granito, ladeados por duas janelas também em ferro trabalhado. No andar superior, duas sacadas com balaustradas ladeadas por imitação de colunas e janelas. Na parte central, frontão triangular com brasão ao centro. No seu interior, merece destaque o teto pintado em 1889 pelo pintor Tomás Driendel, uma relíquia restaurada em 1977, e a decoração dos frisos e camarotes em estuque e pintura dourada. Atualmente, após períodos de grande ostracismo, retomou a importância cultural na vida da cidade, pois é palco de grandes espetáculos.

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Área de Pesca

Calçadão da antiga praia Vermelha no Gragoatá. Pesca de arremesso com local para apoio do caniço no calçadão.

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Órgão da Basílica de Nossa Senhora Auxiliadora

Situado no interior da Basílica de Nossa Sr.ª Auxiliadora, seus tubos se encontram divididos pelo coro e dos dois lados do altar-mor. Construído pela firma Tamborini, na Itália, foi inaugurado no dia 15 de Abril de 1956 pelo maestro Ângelo Germani, organista da Basílica de São Pedro, de Roma. É o maior órgão de tubos da América Latina e um dos maiores do mundo.

São 11.230 tubos que variam de 8mm. a 12mm. de altura. Possui cinco teclados manuais e um pedaleiro de 32 notas e 134 registros. Está dividido em três partes: o Grande Órgão, localizado no coro; o Órgão Eco, à direita do altar-mor e o Órgão Coral à esquerda do mesmo.

É considerado um dos 10 órgãos do mundo projetados para executar obras de Bach, especialmente as ´Fugas´. Em 1982 passou por um processo de limpeza para os festejos do Colégio Salesiano Santa Rosa (1983). OBS: O Órgão está sendo restaurado e não há previsão para abertura para visitação. Padre: Marcelo Ferreira.

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